segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Só me resta o "tempo"

                    Acho que todos vem percebendo que eu não ando bem , então resolvi postar algo já escrito que possa traduzir minha dor em cada palavra que aqui esteja , e também não estou bem para escrever , tudo que sai de mim é basicamente o que irei escrever , obrigada por lerem , muuuuuuuitos beijos :**

"Eu não podia pensar nele. Isso era algo a que eu tentava me prender. Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus órgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, restando apenas sobras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar do passar do tempo. Eu estava alerta, sentia a dor – a perda dolorosa que se irradiava de meu peito, provocando ondas arrasadoras de dor pelos membros e pela cabeça - mas era administrável . Eu podia sobreviver a isso. Não parecia que a dor tivesse diminuído com o tempo; na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suportá-la.Perguntei-me quanto tempo aquilo ia durar. Talvez um dia, anos mais tarde – se a dor diminuísse a um ponto que eu pudesse suportar -, eu fosse capaz de olhar o passado, aqueles poucos meses que sempre seriam os melhores de minha vida. E, se fosse possível que a dor se atenuasse o suficiente para me permitir isso, eu tinha certeza de que me sentiria grata pelo tanto que ele me dera. Fora mais do que eu pedira, mais do que eu merecia [...] Talvez um dia eu conseguisse ver os fatos desse modo.Mas e se esse buraco jamais melhorasse? Se as bordas feridas nunca se curassem? Se os danos fossem permanentes e irreversíveis?Eu me controlava.Como se ele nunca tivesse existido? Era loucura. Uma promessa que ele jamais poderia cumprir; uma promessa que foi quebrada assim que ele a fez [...] Por mais que lutasse para não pensar nele, eu não lutava para esquecê-lo. Eu me preocupava que minha mente fosse uma peneira e um dia não conseguisse me lembrar da cor exata de seus olhos, da sensação de sua pele fria ou da textura de sua voz. Eu podia não pensar naquilo, mas queira me lembrar de tudo.Por que só havia uma coisa em que eu precisava acreditar para poder viver – eu precisava saber que ele existira. Era só. Todo o restante eu podia suportar. Desde que ele tivesse existido.Proibida de lembrar, com medo de esquecer; era uma situação limite. New Moon"

Um comentário:

  1. to seguindo*-* me segue!http://thaisfernandesdebrito.blogspot.com/
    bgs;*

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